1984

Quando comecei a ouvir algum burburinho em relação a mil novecentos e oitenta e quatro foi no contexto dos mais recentes acontecimentos no mundo, das criticas denunciadoras da e à comunicação social e de algumas discussões em algumas cadeiras da faculdade que analisam e identificam o impacto dos media. 

Na realidade pouco sabia sobre a distopia criada por George Orwell, mas não foi com surpresa que encontrei algumas analogias com o nosso mundo, isto porque o autor propositadamente as fez, como pude posteriormente comprovar no posfácio de Bernard Crick. A grande crítica política de Orwell é, assim, consequente do surgimento do totalitarismo, dos nacionalismos e das grandes guerras.

Ilustração feita por mim - em breve no meu portfólio online

go tell your friends about it

Há cerca de 6 anos fui pela primeira vez ao festival que tem lugar no Passeio Marítimo de Algés. Na altura ainda se chamava Optimus Alive e o cartaz apresentava nomes como Coldplay, Blondie, Thirty Seconds to Mars, ou Kaiser Chiefs. Hoje com outro nome - NOS Alive - continua efetivamente com um cartaz apelativo a diferentes idades e estilos. Se em 2011 fui para ver Paramore ao vivo, este ano tive oportunidade de ver Alt-J e em particular, The Weeknd.

A memória de lá ter estado com apenas treze anos pareceu-me distante e, em função disso, fui de mente aberta, como se fosse pela primeira vez a um festival de verão. Deste modo, optei por chegar relativamente cedo e convenci o meu grupo de amigos - que foram os principais responsáveis por ir este ano ao alive, obrigada ♡ - a guardar lugar num bom sítio, o mais perto possível do palco. Claro que isto trouxe complicações com as idas à casa de banho e com os empurrões que levámos de outros festivaleiros. Tudo confusões normais num concerto. 

Foto: Anaïs Almeida 

junho'17

Junho foi o mês de abraços e de jantares onde estive rodeada de pessoas de que verdadeiramente gosto. Foi também o mês de uma época de exames a doer, o que acabou por exigir serenidade, concentração e uma acrescida preocupação com os estudos. Tenho perfeita noção de que, por vezes, temos que abdicar de passar mais tempo a fazer o que queremos e de que gostamos para conseguir atingir outros objetivos e que não é por pura sorte que lá se chega. 

Penso que seja esta a principal razão por ter posto o mês de Junho numa espécie de pausa, o que inevitavelmente acabou por influenciar tanto o blog, como uma data de outras coisas das quais tive de prescindir. Mas não me queixo. Só queria ter estado mais presente aqui e de ter mais (e melhor) conteúdo para vos trazer. Por enquanto, trago-vos um pequeno número de coisas que tive tempo para apreciar verdadeiramente.